sábado, 1 de março de 2008

citIX


O citIX é um serviço que permite que o usuário tenha acesso a diversas informações de utilidade pública de sua cidade através de um mapa, e também contribuir com informações deste tipo para o site. Como deve ter dado pra notar na foto acima, o site usa o mapa do Google Maps e coloca as informações sobre ele. É possível localizar ou incluir informações sobre crimes cometidos em uma área, encontrar instituições públicas, eventos, saber se há algum buraco na rua ou vazamento de água, entre outras funcionalidades. O site é desenvolvido pelo CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) e patrocinado pelo Ministério Público Federal através da Procuradoria da República em Pernambuco. No momento os serviços estão disponíveis apenas para Recife e região, pelo que pude notar ao visitar o site.

A idéia é muito boa, realmente. É um serviço extremamente útil, com ele as pessoas podem se informar rapidamente sobre o que acontece em sua cidade e contribuir para melhorá-la, denunciando crimes ou buracos, encontrar o cartório mais próximo, entre outras utilidades. Sendo bem utilizada, integrada aos órgãos públicos, pode se tornar uma eficientíssima ferramenta web 2.0 de gestão urbana. Tomara que isso ocorra em breve!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O que fazer quanto à violência?

No Brasil as discussões sobre como acabar com a violência nas grandes cidades costumam girar em torno de duas tendências: aumentar a repressão ou ampliar o aparato social do Estado. No momento, nem um caminho, nem o outro tem funcionado, sendo que a alternativa da repressão tem sido a mais utilizada e a mais aceita. E enquanto continuar essa discussão tola sobre repressão ou assistência social, nada vai funcionar mesmo. Pois o combate à violência não é uma questão de qual é a prioridade, ou o principal caminho, muito menos sobre qual a fórmula para resolver tudo.

Temos um exemplo significativo do que estou falando em um país vizinho do Brasil, que reduziu significativamente os índices de violência em suas principais cidades; a Colômbia. É comum vermos nos noticiários manchetes sobre ações violentas das FARC, o que mostra que a Colômbia ainda é, sim, um país violento, mas pelo menos nas suas principais cidades o crime retrocedeu bastante. Resultado de uma política de repressão bastante rígida, incluindo investigações amplas, armamento e treinamento da polícia e a prisão dos principais chefes do tráfico de drogas. A cidade de Medellín, antiga sede do maior cartel de tráfico de drogas do mundo, é um caso emblemático, como podemos verificar nesta reportagem do jornal Gazeta Mercantil. Em 1991 a cidade tinha 381 homicídios para cada 10 mil habitantes; em 2006 este número caiu para 29 homicídios por 100 mil habitantes, e no final de 2007 para 26. Para efeito de comparação, em São Paulo este número está por volta de 40 homicídios para 100 mil habitantes, e no Rio de Janeiro em torno de 60 para cada 100 mil pessoas. Esses índices mostram que a repressão ao crime deu resultado em Medellín, entretanto não foi somente a repressão que diminuiu a violência.

A cidade também investiu pesado na melhoria dos espaços públicos voltados ao lazer e à cultura, como praças, parques e bibliotecas. Há vários espaços desse tipo por toda a cidade, próximos à estações de metrô e muito usados por toda a população. Vários deles foram reformados ou construídos nos últimos quatro ou cinco anos. É o caso, por exemplo, do Parque Biblioteca España, parte do projeto "parques bibliotecas", cujo objetivo é oferecer espaços onde conhecimento e lazer se encontram. Na cidade há quatro espaços como este. São três prédios que parecem grandes rochas rodeadas por centenas de casas em tijolo aparente. Cada prédio abriga uma função específica: um prédio dedicado à formação, um à biblioteca e o outro abriga um auditório.

Como disse no começo deste texto, não se reduz a violência com repressão ou benefícios sociais. É necessário que haja repressão e assistência social. E é preciso acabar com essa discussão de falsas prioridades, pois já está provado e verificado que é preciso agir nas duas frentes, e ao mesmo tempo, para resolver este problema.


Powered by ScribeFire.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Arquitetura para todos, inclusive para os arquitetos

No Brasil, o acesso da população à arquitetura e aos arquitetos é bastante complicado. Além dos pobres, que não têm como acessar uma arquitetura de qualidade somente por meios próprios, há pessoas de classe média — e até mesmo ricos — que desvalorizam a boa arquitetura, seja por preconceito ou falta de informação. Ou seja, superar essa barreira começa por informar. Isso pode ser feito de várias formas: campanhas, rádio, televisão, mas já ajudaria muito se o carnê de IPTU, que recebemos todos os anos, trouxesse informações sobre os procedimentos a seguir para construir, aprovar projetos, que profissionais procurar, etc. A educação também é muito importante. Se as escolas apresentarem conteúdo sobre arquitetura e espaço urbano e qualidade, associados à idéia de cidadania desde o primário, nosso futuro com certeza será melhor.

Além destas medidas, acredito que também são necessárias ações mais objetivas, que de fato levem o arquiteto até à população. Pensando nisso lembrei que o Estado têm estruturas para levar outros serviços essenciais à quem não pode pagar um profissional, como a Defensoria Pública, por exemplo. Como a arquitetura é tão essencial quanto a justiça, acredito que deveria haver algo parecido para a arquitetura e a construção, um órgão que facilite o acesso a quem não pode pagar ou não sabe exatamente como proceder na hora de construir. E que também ajude o grande contingente de profissionais qualificados na construção civil, como engenheiros civis e arquitetos, que não conseguem exercer sua profissão por falta de clientes.

E como seria esse órgão? Muito simples. Não faria mais do que criar e gerir um cadastro de profissionais da construção, e orientar o cidadão que procurar esse órgão, indicando os profissionais especializados necessários com base no cadastro e informando-o a respeito de todo o processo: documentação, fases do projeto, aprovação, habite-se, etc. O cadastro priorizaria os profissionais recém-formados, que costumam ter mais dificuldade em conseguir clientes que os mais antigos. O órgão gestor do cadastro também seria responsável por garantir que todas as obras tenham de fato os profissionais necessários envolvidos. Dessa forma todas as obras teriam ao menos arquiteto e engenheiro civil, e quando necessário também engenheiro elétrico, agrônomo e outros.

A renumeração dos profissionais seria de acordo com as condições do cliente, mas sempre valores justos pelo trabalho oferecido. No caso do cliente não ter condições de pagar o valor estabelecido, o órgão gestor pagaria todo ou parte deste. Outra característica que acredito da maior importância deste órgão é que seu uso seja facultativo, ou seja, ninguém seria obrigado a contratar o profissional indicado presente no cadastro, nem os profissionais seriam obrigados a participarem do cadastro ou aceitar o serviço indicado pelo órgão. Este órgão é para ser um facilitador ao cidadão e um instrumento para melhorar a qualidade do espaço urbano, não para competir com o mercado, muito menos controlá-lo ou restringir a liberdade do cidadão em contratar um profissional de sua preferência.

No fundo esta proposta não é mais do que um melhoramento dos órgãos municipais existentes para a aprovação de obras e projetos. As novidades estão na divulgação, seja por informes no carnê de IPTU, rádio, televisão e outras mídias; e na facilitação do contato entre os profissionais e o cidadão através do cadastro e da participação do órgão gestor na renumeração, quando necessário. Claro, há várias questões que precisam ser discutidas antes da implantação deste sistema, mas acredito a princípio que é bastante prático e só ajudaria a melhorar a qualidade de vida de todos.

Powered by ScribeFire.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Começando...

Este é o Idéias Brasil, um site para divulgar e debater novas e velhas idéias para melhorar nosso país. Aqui pretendo apresentar algumas idéias de minha autoria, bem como de quem mais se interessar em divulgá-las aqui. Se você se interessou por esta iniciativa e quer participar, me mande um e-mail com seu texto. Naturalmente, quando seu texto for publicado seu nome será citado como autor. Caso queira enviar textos de terceiros, certifique-se de que possui autorização para fazê-lo. Este blog também possui uma comunidade no Orkut, que deve funcionar como um fórum para os temas apresentados, e também uma sala de chat, para discussões ao vivo e recados. Seja bem vindo!